A nova ordem mundial é bem mais complexa que a anterior. A extinção do bloco soviético levou ao fim da velha representação bipolar que se fazia no contexto da Guerra Fria e deixou por algum tempo um problema para os analistas de geopolítica: como entender a organização mundial a partir de 1991?
O mundo pós-Guerra Fria ficou como um conglomerado de pólos com suas especificidades regionais; assim temos o bloco dos "países alinhados", que seriam as grandes potências capitalistas (EUA e União Européia), incluindo a Rússia e alguns países do Leste europeu e da Ásia e o bloco dos "países emergentes", que inclui as nações que estão se desenvolvendo economicamente num ritmo considerável, com destaque para a Índia e a China.
O terceiro bloco, esse "bloco de exceção" são os países que constituem uma clara oposição ao dos "países alinhados", perfazendo nações que trilhavam uma via de desenvolvimento distinto e pautam-se em sistemas políticos claramente antidemocráticos e anti-americano, os destaques nesse terceiro bloco seriam o Irã, o Iraque -ocupado mas não pacificado- a Síria e outras ditaduras comunistas remanescentes da Guerra Fria. A Venezuela, sob o populismo chavista poderia estar caminhando para o alinhamento com esse "bloco de exceção" embora num grau de compromisso com o anti-americanismo que até o momento esteja mais na retórica que em ações de facto. Mas não há dúvida de que o vácuo deixado pela extinção da URSS enquanto grande força de oposição ao poderio mundial norte-americano foi ocupado pelo fundamentalismo islâmico cujo marco de acirramento nesse novo antagonismo é sem dúvida o 11 de Setembro de 2001.
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